O Brasil é o 3º maior produtor de algodão (Gossypium hirsutum) do mundo, e o maior exportador (USDA, 2026).
Para a safra 2025/26, estima-se que 2,052 milhões de hectares sejam cultivados, gerando uma produção de 3,829 milhões de toneladas de pluma, segundo dados divulgados pela CONAB, em 2026.
Contudo, sabe-se que, ao longo da safra, patógenos causadores de doenças podem afetar a cultura em diferentes estádios de desenvolvimento, desde a emergência até as fases vegetativa e reprodutiva. Entre os principais fungos que acometem o algodoeiro, destacam-se a mancha-alvo (Corynespora cassiicola) e a ramulária (Ramulariopsis pseudoglycines), consideradas as doenças de maior relevância para a cultura.
Confira a seguir os sintomas causados por ambas as doenças e como a escolha dos materiais mais adequados a áreas de cultivo com histórico dessas doenças podem auxiliar no controle!
O que é mancha-alvo?
A mancha-alvo é uma doença causada pelo fungo Corynespora cassiicola, sendo esta uma das principais ameaças contra a cultura. Ocorre nas principais áreas de cultivo de algodão do Brasil, desde o Estado do Mato Grosso, atingindo campos de produção da Bahia e do Goiás.
A mancha-alvo do algodoeiro resulta em desfolha precoce da cultura, comprometendo a fotossíntese, resultando na redução da produtividade. Estudos apontam que o patógeno pode causar redução de até 40% na produtividade da lavoura (EMBRAPA, 2025).

Fonte: EMBRAPA Algodão, 2024.
Como identificar a mancha-alvo no campo?
Para que possa realizar o manejo adequado da doença, é importante identificá-lá no campo primeiro.
A infecção ocorre a partir do inóculo no solo deixado pela soja, planta hospedeira da doença de mancha-alvo, e que acaba infectando o algodão no início de seu ciclo. Os sintomas do fungo começam a partir das folhas do terço inferior da planta, o famoso “baixeiro”, principalmente após o fechamento do dossel.
Após isso, os sintomas iniciais do patógeno incluem: lesões circulares de coloração amarronzada a escura, em formato de anéis concêntricos, sendo semelhantes com um alvo (origem do nome da doença).
Com a progressão da doença, as manchas podem se unir, causando necrose do tecido foliar.
Como manter a lavoura livre de mancha-alvo?
Diversas estratégias podem e devem ser utilizadas em conjunto, para controle eficiente da doença, entre elas destacam-se:
- Realizar monitoramento de perto, contínuo, e principalmente em períodos de chuvas e alta umidade;
- Realizar rotação de culturas com plantas que não são hospedeiras de mancha-alvo;
- Monitorar as soqueiras ao final do ciclo, para que não se tornem fonte de inóculo primário do patógeno no próximo cultivo;
- Reduzir a densidade populacional da lavoura, com menor número de plantas por hectare, com maior espaçamento entre linhas, favorecendo a ventilação entre as plantas, principalmente em cultivares com maior suscetibilidade;
- Aplicar fungicidas após os primeiros sintomas da mancha-alvo no algodoeiro, visando evitar que a doença se prolifere, realizando sempre a rotação de princípios ativos;
- Utilizar cultivares tolerantes/resistentes à doença.
Mas não é só a mancha-alvo que é capaz de reduzir significativamente a produtividade do algodoeiro. Outra doença com potencial semelhante de perdas é a ramulária.
O que é ramulária?
A ramulária é uma doença causada pelo fungo Ramulariopsis pseudoglycines, sendo considerada a principal ameaça contra as lavouras de algodão. Ocorre também nas principais regiões de cultivo do Brasil, como nos Estados do MT, BA e GO.
Em períodos com persistência de alta umidade, a ramulária pode causar comprometimento da qualidade da fibra, afetando de forma severa a lavoura. Os danos podem chegar a redução de até 35% da produtividade (EMBRAPA, 2018), além da redução da qualidade da fibra.

Fonte: EMBRAPA Algodão, 2017.
Como identificar a ramulária no campo?
Os sintomas de ramulária se iniciam a partir da parte inferior da folha, tendo como primeiros sinais as pequenas lesões angulares, especificamente entre as nervuras (sem a esporulação do fungo). Após isso, essas lesões se tornam esbranquiçadas, pulverulentas, devido a presença do patógeno na planta.
Com a progressão da doença, o número e o tamanho de lesões vão aumentando, resultando em necrose e comprometendo o limbo da folha. Em casos severos, causa desfolha, prejudicando a fotossíntese, o que pode levar ao apodrecimento das maçãs.
Como manter a lavoura livre de ramulária?
Assim como o controle da mancha-alvo, a ramulária exige um conjunto de ações. Com o manejo integrado de doenças (MID), é possível minimizar as perdas. As estratégias de controle incluem:
- Realizar monitoramento de perto, contínuo, e principalmente em períodos de chuvas e alta umidade;
- Realizar rotação de culturas com plantas que não são hospedeiras de ramulária;
- Realizar a semeadura na época de plantio adequada;
- Aplicar fungicidas após os primeiros sintomas da mancha-alvo no algodoeiro, visando evitar que o patógeno se dissemine na área. Sempre realizar rotação de princípios ativos.
Como a SLC Sementes pode te ajudar contra a ramulária?
A SLC Sementes pode te ajudar a combater a ramulária da sua lavoura a partir de seu amplo portfólio de cultivares de algodão com tolerância ou resistência. Como exemplo de cultivares tolerantes, moderadamente resistentes e resistentes têm-se:
- TMG
TMG 21 GLTP – Tolerante, de ciclo médio/precoce;
TMG 31 B3RF – Tolerante, de ciclo médio/precoce;
TMG 38 B3RF – Tolerante, de ciclo tardio;
TMG 66 GL – Tolerante, de ciclo tardio.
- DELTAPINE
DP 1949 B3RF – Moderadamente resistente, de ciclo precoce/médio;
DP 2111 B3RF – Resistente, de ciclo precoce;
DP 2176 B3RF – Resistente, de ciclo médio/tardio.
- IMA MT
IMA 5801 B2RF – Resistente, de ciclo médio/precoce;
IMA 5901 B2RF – Resistente, de ciclo médio/precoce.
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